Condutora acusa Tesla de a ter informado mal sobre as capacidades do sistema de condução semiautónoma e exige 300 mil dólares de indemnização.
Heather Lommatzsch é a condutora norte-americana que deu entrada com um processo contra a Tesla, por alegadamente o sistema Autopilot da marca de elétricos não ter funcionado como “prometido”.
Os factos aconteceram a 19 de julho de 2016, quando Lommatzsch se encontrava ao volante do seu Tesla Model S, com o sistema Autopilot ligado. Dias antes foi substituído um sensor de proximidade do carro. Ao aproximar-se de um camião de bombeiros, parado na berma da estrada, o Tesla de Heather não travou nem se desviou automaticamente. A condutora afirma que os travões não funcionaram quando tentou parar o carro, mas o relatório da polícia sobre o acidente, corroborado pelas avaliações de sistema da marca, afirma que não houve sequer tentativa de travagem.
De acordo com o documento do tribunal a que a Auto MAG teve acesso, Lommatzsch acusa a Tesla de negligência e quebra de garantia, procurando ainda responsabilizar a construtora e o concessionário por lhe terem vendido um veículo sem condições de segurança, além de acusar a oficina oficial de não prestar serviço técnico adequado.
O processo baseia-se nas alegações de Heather Lommatzsch, segundo a qual os vendedores do concessionário Tesla Motors Utah a terão informado que “poderia conduzir em modo Autopilot” e para o manter ativo bastava “tocar no volante regularmente”. Lommatzsch alega ainda que o sistema terá sido promovido com a afirmação que “evita acidentes”.
Não é a primeira vez que a Tesla é criticada pela utilização do termo Autopilot (piloto-automático em tradução literal) para denominar o sistema de condução semiautónoma dos seus carros.



